segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

18 de fevereiro


      Eu tava looouca pra estrear meu lindo tênis novo hoje de manhã, mas São Pedro tava de implicância e mandou um toró dos infernos bem na hora que eu tinha que levantar pra ir caminhar. Eu ainda tive esperanças de ir hoje de tarde, mas ainda tava chovendo e mainha me fez organizar um monte de papel que tinha no quarto dela (quando eu digo um monte, é um mooonte mermo), eu tava acabada de cansaço e hoje é aniversário de painho e veio uns amigos dele e a gente teve que ajeitar as coisas.
     Todo mundo que conhece a minha mãe diz que eu sou igualziiinha a ela, mas quem conhece as peças de verdade sabe que por dentro eu sou igualzinha mermo é a painho. Ele costuma dizer que eu sou o filho homem dele, quando eu era pequena eu tinha uma penca de irmã e era super apegada a ele. Ser igual a ele deve ter sido o jeito que eu achei de me diferenciar do resto das filhas.
    Aprendi com painho a falar palavrão, arrotar alto, falar mal da galera, xingar no trânsito e 90% das minhas frases de efeito preconceituosas. Tanto painho quanto mainha morrem de vergonha quando eu solto minhas perólas sem vergonha na frente da galera (e eu solto na frente de toooodo mundo mermo), mas eles morrem de rir e no fim td mundo me acha uma graça.
    Painho é mil vezes mais cabeça dura que eu, às vezes pega no meu pé de graça, morre de ciúme de mim (provavelmente pq eu sou igual a mainha) e o meu nome é o primeiro que ele grita pra pedir alguma coisa. Mas ele tbm traz comidas gordas pra eu comer (eu puxei a ele tbm o gosto por besteira), me dá carona praticamente pra todo canto, passa vick em mim quando eu tô gripada e me dá mais dinheiro que mainha.
    Esse véio me aperreia, mas eu amo muito ele.

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